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Identidades / Identities

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«"Identities" is a sensitive and compelling documentary which explores the multicolored, multicultural transgender community in Ireland. Five personal stories give shape to the different but parallel worlds of transvestism, transsexualism, drag, sexual identity, and gender dysphoria. Intimate observational footage introduces us to the world of each character. Documented in a series of revealing black and white interviews, each narrative is preceded by a colour performance art piece, and more abstract self-representation. Personal histories charting hardship, rejection and discrimination will be placed in a wider social, political and religious context through these characters' personal experiences. At its heart, this is a film about the human spirit. Overcoming stereotype and categorization, the gender construct breaks open, allowing personality and human emotion a path to expression.»

O texto acima é a sinopse do filme tal como é apresentado no site CultureUnplugged. O filme é em língua inglesa (sem legendas) e apresenta vários exemplos do que é ser dragqueen, trans-género ou travesti hoje na católica Irlanda. Cada estória pessoal, filmada a preto e branco, é entremeada por uma performance artística, a cores, com uma linguagem perto da dos editoriais de moda.

Enjoy!/ Apreciem!



O mundo dos sentidos

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Nestes dias, tem-me mais sentido que nunca a teoria da minha amada amiga Concha, de que as pessoas nos estamos a converter em seres individualistas que se movem sempre por interesse e nunca por sentimento. 


O mundo dos sentidos.

A intuição, por exemplo; ainda hoje se fala da intuição feminina como se for algo que depende da menstruação. Aquilo que nos leva a querer acercarmos ou separarmos de outra pessoa ou situação sem motivo aparente, aquilo que nos condiciona na hora de relacionar-nos; esse sentido tão profundo que não escutamos nunca porque com o passo dos anos, sabemos que se formam estratos na corteza que separam cada vez mais o núcleo da superfície. Hora bem, quando não há nenhum interes em aprofundar, a intuição é algo que incomoda um bocado, mas não magoa.

O desejo; ainda que este sentimento não fique debaluado nunca por as suas conotações carnais do tipo, luxuria, gula ou avaricia. Certo que sofreu uma mutação passando de ser algo natural, e pleno, a ser uma depravação. Desejar desata um sentimento de culpa que provoca falta de comunicação entre as pessoas e fomenta a censura do mesmo. Ao final, acabamos masturbando as nossas mentes ao mesmo tempo que os nossos corpos. 

O amor; que grande o amor!. O mais popular, mas, que sabemos do amor?. Não podemos falar de amor num momento no que os indivíduos se amam tanto a si mesmos ( Concordo em que esse é o amor mais grande mas também o que mais nos cega ), que não som capazes de percebe-lo noutras pessoas. O certo é que hoje, todos estamos tão preocupados por o que se passa arredor de nos, que não queremos ver o que mora dentro para não permitir que a intuição tome o controlo, nos abra as portas do desejo de experimentar, e descubramos que se pode dar e receber amor sem esperar nada mais do que isso. 

Si somos quem de falar dos sentimentos com tanta retórica, porque não deixar-nos guiar por eles? 

Assombra-me a capacidade que tem o meu gato de perceber que necessito de afecto, assombra-me que sinta desejo por dar e receber de mim, assombra-me que me ame mesmo sendo ele gato e eu ente mecânico.


Obrigada pequena, por recordar-me que não quero ser mecânico.

Belém de Andrade ( Ourense, Galiza )