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No son pocas las novelas que, al intentar internarse en la cartografía de la sexualidad masculina, empiezan, y con frecuencia terminan, con el desnudo femenino. Las formas y recovecos de cuerpo de la mujer, sus reacciones y características más nimias han formado parte del repertorio del casanova que, de tanto ver hacia fuera, y precisamente por hacerlo, invisibiliza su propio cuerpo. Muchas de las narraciones masculinas sobre la sexualidad masculina parten de ese básico supuesto (que en realidad es una treta): como el cuerpo masculino heterosexual es la regla básica, éste se disuelve en una transparencia omnipresente. Por eso es significativo que El Jardin Devastado de Jorge Volpi empiece bajo las sábanas, con un cuerpo enclenque que se repite: “Orino, luego existo”.

cinematografias

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vincent gallo & sofia coppola
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SERÁ QUE


JÁ EXISTE


UM PLANO


PARA A


MISÉRIA SEXUAL



www.loesje.org

Vadias

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O crepúsculo do ilícito


Tu, de tetas escorridas,
Com toda a tua calma,
A tua roupa interior manchada de nódoas, os teus
Braços caídos.
E esses teus dedos saciados pendendo
Da palma das mãos.

Os teus joelhos um para cada lado
São como duas esferas pesadas;
As rodelas sobre os teus olhos parecem
Vagens de lágrimas;
Presas às tuas orelhas,
Duas enormes argolas de ouro, horríveis.

O teu cabelo sem vida, espalmado numa trança
À volta da cabeça.
Os teus lábios, alongados por palavras sábias
Mas nunca ditas.

E na vida que vives, já o esgar
Dos mortos.

Vêem-te sentada ao sol,
Adormecida;
Lembrando a suave graça que costumavas ter
E não conservaste,
Lamentam como em ti estão sepultados
Os altares da luxúria. (…)

Enquanto as outras definham na virtude,
Tu foste vida.

Ver-te-emos a olhar o sol
Por mais alguns anos,
Tendo sobre os olhos rodelas que parecem
Vagens de lágrimas;
E duas enormes argolas de ouro, horríveis,
Presas às orelhas.

Djuna Barnes, in O Livro das Mulheres Repulsivas, ed. &ETC, 2007



Djuna Barnes (1892 - 1982) nasceu em 1892, em Cornwall-on-Hudson, Nova Iorque. Desde cedo, começou a publicar artigos de imprensa, com um cunho muito pessoal e totalmente alheios à chapa do convencional. Haveria de escrever para a Vanity Fair, a Charm e The New Yorker. Foi, aliás, na qualidade de jornalista, que – depois de ter passado por Nova Iorque – rumou a Paris, mesmo a tempo da tempestade modernista. Regressada à América, levaria uma vida de reclusão voluntária, no seu exíguo apartamento de Greenwich Village. Viria a morrer em 1982. Na sua obra avultam não só a poesia, mas também o teatro e a ficção, na qual merece destaque o romance Nightwood (que Eliot prefaciou), de 1936.



Foi, todavia, ainda em Nova Iorque que, em 1915, D.B. publicou o opúsculo que a & etc agora apresenta sob o título O Livro das Mulheres Repulsivas e traduzidos por Fernanda Borges. Trata-se de um breve conjunto de oito poemas acompanhados de cinco desenhos. São retratos de mulheres – a primeira das quais é a mãe da poeta –, marcados por uma dolorosa e sensual carnalidade, que avulta, conturbada, nos versos de Djuna Barnes – «Vemos os teus braços humedecerem/ Ao calor da paixão;/ Vemos a tua blusa húmida/ A palpitar ao ritmo/ Dos corações ardentes que ressumam aos teus pés.» (p.27) Há um sensualismo desassossegado, nestes versos: não pára no louvor, antes se afunda na queda anunciada, várias vezes encenada e exorcizada – «Cai trôpega na rima,/ Resvalando do ponto da virtude/ Para o do crime// Agora tem os lábios murchos como antes foram vivazes/ Na juventude» (p.43).



A escrita de The Book of Repulsive Women cruza os ambientes e cambiantes finisseculares com a sensibilidade moderna que animava o universo criativo da autora e cujo vendaval avassalaria o mundo artístico de então. Nos seus poemas cruzam-se os motivos típicos do decadentismo fin de siècle – «Com as pernas quase estranguladas/ Nas tuas rendas, continuarias/ Nas bocas do mundo até à loucura/ Gravada no teu rosto.» (p.25) – crivado já por um espírito do tempo que desmancha esses rodízios – «Agora ela caminha com seu andar bamboleante/ Ao lado do lixo da rua,/ Enrola-se sob um lençol sujo/ Algures na cidade.» (p.35) Parece-me que essa saída, esse percurso porta fora, que o poema leva a cabo, de certa forma – se calhar demasiado simbolicamente; se calhar, sou eu a ver mal –, marca um passo em direcção à modernidade. Lorca deambulou por Nova Iorque, com os seus poemas (cf. O Poeta em Nova Iorque); Eliot flanou pelas ruas da cidade (cf. Pruffrock), descendente hipercivilizado, sobrecarregado, de Baudelaire, que iniciara o passeio convulso. E assim fazem os que, hoje, não entendem que não podem ser já assim, os que continuam, em vão, a passeata, já derreadas as solas poéticas e os olhares enviesados dos poemazinhos.

(Hugo Santos, respigado do blog Rascunho)

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Djuna Barnes

Sessão de poesia. Por Nuno Meireles e Júlio Gomes

Domingo, dia 14 de Dezembro, 18h

Gato Vadio, rua do rosário 281 Porto

(mail de divulgação d0 Gato Vadio)

dança ma mi

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dança solo, dança em dupla, dança em grupo, dança folclórica, dança histórica, dança cerimonial, dança étnica, dança erótica, dança cénica, dança social, dança religiosa, dança ritual.



. ..!

pequenas mortes e renascimentos

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Beautiful Agony is dedicated to the beauty of human orgasm. This may be the most erotic thing you have ever seen, yet the only nudity it contains is from the neck up. That's where people are truly naked.

perguntar é preciso

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Chamo-me Isabel Freire, sou jornalista, e trabalho há seis anos na imprensa escrita.(...) Vou recolher testemunhos, editá-los, falar com especialistas, coligir dados, estudos, informação diversa que contextualize as vivências da sexualidade narradas pelas mulheres.

Jornalista procura mulheres portuguesas disponíveis para falar/escrever sobre a sua sexualidade, sob anonimato. Orientações, práticas, fantasias, a relação com o corpo, o desejo e o prazer.

ESTE CABEÇALHO É EVIDENTEMENTE HISTÓRICO. O LIVRO "FANTASIAS ERÓTICAS - SEGREDOS DAS MULHERES PORTUGUESAS" FOI PUBLICADO EM MAIO DE 2007.


O Sexualidade Feminina faz uma colagem de apontamentos relacionados com sexualidade e mulheres. A recolha começou pelos depoimentos de mulheres que aceitaram responder e reflectir. O livro já está editado, o blog segue viagem e o questionário continua disponível para quem quiser conversar de si para si.
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portugal portugal

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(...)Com o advento do Estado Novo, assistir-se-ia a um regresso aos valores morais da religião cristã (o primeiro dos três pilares da doutrina do regime que era resumida na frase "Fátima, Fado e Futebol"), com a sexualidade a ser vista apenas como meio para a procriação e com a definição vincada dos papéis esperados para cada um dos sexos: aos homens caberia trabalhar, chefiar e sustentar a família; às mulheres cuidarem dos filhos e da casa. Associado a este retrocesso assiste-se à repressão de todas as outras expressões de sexualidade, em paralelo com a repressão a outras formas de expressão política e social: os actos homossexuais, bem como os outros chamados vícios contra a natureza (já que apenas era considerada moralmente válido o sexo genital, reprodutivo), voltaram a ser criminalizados.O regime de Salazar procederá ainda à censura sistemática de todo o conteúdo homossexual artístico, quer nacional quer estrangeiro, numa tentativa de evitar a quebra, a todo o custo, dos tabus morais instituídos. A Polícia de Segurança Pública manterá vigilância apertada aos locais de encontro ou convívio de homossexuais, efectuando rusgas inesperadas que resultavam na identificação e cadastração de todos os presentes, e, nalguns casos, na sua prisão. Os homossexuais, e outros acusados de conduta imoral ou vadiagem, como prostitutas, chulos, doentes mentais, mendigos ou as crianças em "risco moral", deviam ser escondidos da sociedade, e eram muitas vezes internados por longos períodos em estabelecimentos específicos de "reeducação", como as "Mitras", nos quais foram admitidos e maltratados de 1933 a 1951 mais de 12 mil pessoas[30].

Há também referência à detenção, tortura e deportação pela PIDE de homossexuais, associada muitas vezes à repressão política. É o caso de Júlio Fogaça, dirigente do Partido Comunista Português, então na clandestinidade, que em 1962 foi condenado como "pederasta passivo e habitual na prática de vícios contra a natureza". Não foi a primeira vez que Fogaça foi preso - já havia mesmo sido deportado por duas vezes - mas foi a primeira vez que a acusação de homossexualidade foi utilizada para o afastar da liberdade.

No entanto, não foi apenas o "regime" que condenou e reprimiu a homossexualidade. Júlio Fogaça seria também vítima da intolerância do Partido Comunista que o expulsou do Partido na mesma ocasião com base na sua conduta moral.(...)