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O SIDA, outra vez / AIDS again

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Um recente estudo, divulgado pela Agência Reuters, indica que cerca de um em cada cinco homens gays ou bissexuais das 21 maiores cidades dos Estados Unidos estão infectados com HIV e, quase metade destes, não têm conhecimento da sua condição clínica.

Contudo, pelo (pouco) que se pode ler do estudo estes dados não parecem ser muito credíveis. Nao só o número de elementos estudados foi muito escasso (8153 homens para 21 cidades densamente populadas) como a forma de processamento de informação parece ter sido algo «politicamente incorrecta», ou melhor, parece servir demasiado bem a certas intenções políticas.

Senão vejamos: o estudo separa homens brancos e homens negros («young black man» é o termo utilizado); afirma que estes últimos são os que maior probabilidade têm de não só serem HIV positivos como de não saberem que o são (não terá isto a ver mais com condições económicas e de acesso aos serviços de saúde do que com a cor da pele?); as expressões usadas são sempre hiperbólicas: «alarming situation», «the severity of the impact of HIV in the gay community », ...; por último, o estudo não apela a uma mudança de comportamento sdentro da comunidade GLTB, mas antes a uma maior acção governamental.

Ainda assim, vale a pena reforçar a ideia de que, independentemente da orientação sexual, o uso de preservativo ainda é a única forma de protecção contra este flagelo. Por isso, façam muito sexo, mas façam-no como deve ser!

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According to a recent study, made public by Reuters, nearly one in five gay and bisexual men in 21 major U.S. cities are infected with HIV, and nearly half of them do not know it.

But something seems not to be in place: the study data is not fully published and for what is presented it makes us think about its legitimacy. The number of elements studied were very few (only 8,153 for 21 big cities) and the way the data is presented may look as «politically incorrect», or as serving too well some political views.

The study was made based on the elements' «race» and it goes as far as to use the expression «young black man»; it states that this «young black men» have a higher change of being HIV positive and (also) of not knowing about their health condition (while this seems more to be a case of lesser economic conditions and access to health services than of a question of skin colour...); the expressions used are highly hyperbolic: «alarming situation», «the severity of the impact of HIV in the gay community »,... ; and last, the study does not call for a change within the community but for a stronger governmental action.

Nevertheless, it is still very important to call the attention to all - regarding of one's sexual orientation (or skin colour)- for the seriousness of the disease and the importance of safe sex. So, go out and have lots of fun but be sure wear your condom!


Entretanto divirtam-se com este vídeo educacional.../ Meanwhile, have a laugh with this education video...

It's not how many times you do it, it is how you do it/ Não é tanto a quantidade de vezes que se faz, é como se faz

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Distribuição gratuita de preservativos nas escolas secundárias

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No noticiário da noite emitido ontem pelo canal SIC (20/5/09) foi anunciado que o Parlamento está a discutir a distribuição de preservativos nas escolas portuguesas. Foi-nos indicado que tanto o PSD como o CDS se opõem à medida, pese embora por razões diferentes. Dos outros partidos não se falou.

É entrevistada uma senhora, que não é identificada, a que somos obrigados a presumir que é directora de uma escola. Mas uma vez que surge ao lado de um crucifixo, probido em escolas públicas, apenas podemos concluir que se trata de um colégio privado e de inspiração católica. É sua opinião que os preservativos não devem dados gratuitamente porque não somos um país rico e há uns certos estudos que dizem que a medida é contraproducente.

De seguida foram entrevistados alguns pais e jovens de forma a ter uma possível amostra das várias opiniões dos visados pela lei.

Por fim entrevistam os representantes das três religiões do livro (católica, judaica e mulçulmana) que, em uníssono, se opuseram à ideia.

E as minhas questões são:

1- Porque razão se entrevista uma directora de colégio católico e não de uma escola pública?
2-Porque razão não se explica na peça que, se quisermos ver a questão numa óptica estritamente economicista, fica mais caro ao Estado pagar os tratamentos das doenças associadas ao vírus do que distribuir preservativos?
3-Porque é que num país republicano e laico, se deu voz a representantes da Igreja num assunto que é de Estado e de Saúde Pública?
4 -Porque é que não foram entrevistados profissionais de saúde nem representantes das principias associações de combate à SIDA?


5 -
Todo este atentato terá sido por motivos ideológicos ou apenas mau jornalismo?

Veja-se a peça: