Mostrar mensagens com a etiqueta | nuno miranda ribeiro |. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta | nuno miranda ribeiro |. Mostrar todas as mensagens

Hábitos Sexuais dos Leitores do sexUtopia

0 comentários

ATENÇÃO
Esta sondagem foi temporariamente suspensa. Uma pessoa amiga, ao responder ao inquérito, encontrou diversas incorrecções, quer na forma, quer na abordagem, além de que não era perguntado o sexo do inquirido, o que só por si empobrecia a qualidade dos resultados obtidos. Nos próximos dias, vou procurar, com ajuda de quem entende da área, corrigir o que tem de ser corrigido, mudar o que tem de ser mudado. Espero que em breve a sondagem regresse, revista e aumentada. Obrigado pela paciência.
----------------------------------------------------

Pedimos a tua participação nesta sondagem. Embora se chame "Hábitos Sexuais dos Leitores do sexUtopia", é aberta a todos os maiores de 16 anos que queiram participar. Demora pouco mais de cinco minutos a completar. É completamente anónima. Podes participar através da caixa que vês aqui em baixo. Mas, se preferires, podes abrir outra janela do browser, para uma melhor visualização.




-------------------------------------------------------------------
Há várias formas de divulgar esta sondagem junto de quem conheces. Podes enviar o link deste post: http://sex-utopia.blogspot.com/2009/07/habitos-sexuais-dos-leitores-do.html Se quiseres podes partilhar o link directo para a sondagem: http://www.survs.com/survey?id=EM22Y62F&channel=QQ6A7KGYPO Podes usar o Twitter, o Facebook, o email ou qualquer outro meio para divulgar esta sondagem, é bem-vinda a tua ajuda para que o máximo de pessoas participem, por forma a ser representativa a amostra da população. A sondagem irá ficar aberta durante cerca de um mês, estando previsto o seu fim no fim do mês de Agosto. Os resultados serão publicados em meados de Agosto.

The Sun - "Romantic Death"

0 comentários
<a href="http://www.joost.com/08201iz/t/The-Sun-Romantic-Death-Video">Romantic Death</a>

Vídeo da banda The Sun, usando imagens do site "Beautiful Agony"

pornófilos do mundo, eis a cura!

0 comentários

Pornography addiction treatment is available for those people who can’t stop looking at porn. Someone who has never had a porn addiction may think it’s rather funny but it’s not something to take lightly. It is a serious problem that deserves a real treatment at a treatment center for pornography.


Um site que promete a cura para o vício da pornografia.

Resultados da sondagem - Ser virgem é:

0 comentários
ser puro
1 (11%)
ser inocente
0 (0%)
ser inexperiente
1 (11%)
ser casto
0 (0%)
ter o hímen intacto
2 (22%)
nunca ter feito sexo
1 (11%)
nunca ter sido penetrado
0 (0%)
nunca ter tido um orgasmo
0 (0%)
não ter experiências sexuais
0 (0%)
não pensar em sexo
0 (0%)
não se masturbar
0 (0%)
apenas um conceito
3 (33%)
uma construção
2 (22%)
um mito
2 (22%)

Votos apurados: 9
Sondagem fechada

Junta-te à tribo dos sexUtópicos

0 comentários
O sexUtopia já tem uma twibo - um grupo do twitter, na página do twibes. Em http://www.twibes.com/group/sexUtopia, podes juntar-te a este grupo, para fazeres parte da discussão à volta da sexualidade, que aqui acontece. Se tens uma conta no Twitter e queres fazer parte desta twibe, basta ires à página da tribo. Clicando em join, passas a fazer parte deste grupo. Se preferires, podes publicar um tweet com http://twibes.com/sexUtopia e passas automaticamente a fazer parte. Depois, sempre que publicares um tweet com as palavras "sexutopia", "sexualidade" ou "sexo", ele aparece na página da Twibe. Podes também actualizar o Twitter directamente da página do Twibe, e nesse caso o tweet (mesmo sem nenhuma daquelas palavras), é publicado na página da http://twibes.com/sexUtopia. Explicar é mais complexo do que fazer (como noutras coisas). Por isso, visita a página desta tribo e decide se queres ser um sexUtópico. Contamos com a tua participação.

Sex Balls

4 comentários
Uma curiosa adaptação das bolas de exercício.

Susannah Breslin - vaqueira invertida

0 comentários
Entrou para a restrita lista de gurus do sexUtopia. Usa Twitter, Blogger e Tumblr. Deliciem-se.

O Ecofeminismo em "Morbus Gravis", de Serpieri

2 comentários
(...) As a metatheoretical perspective that provides a critique of many facets of Western culture, ecofeminism predicts global consequences of catastrophic proportion if current interrelated systems of oppression are permitted to continue to exist (see Bigwood, 1993; Caputi, 1993; Johnson, 1993; Plant, 1989; Plumwood, 1993; Vance, 1993). The exploration of ecofeminist themes within the context of a comic series that is rife with elements of horror and erotica is helpful in terms of gaining insight into how ecofeminism is represented to a demographic which would intuitively seem unreceptive to its overarching concern with systems of patriarchal oppression. McCloud (2000) observes that women and minorities have been vastly underrepresented in both comic art readership and production. Further, many comics (particularly erotic comics) present the reader with violent, degrading and frightening images of women (Horn, 1977; Laity, 2002). Thus, the question of how ecofeminist themes function within a comic text that is presumably read by white males who enjoy viewing sexually violent images of women becomes central to this project. (...)

A eloquência do vernáculo

3 comentários
Eu tinha 10, 11 anos quando finalmente percebi como se faziam os bebés. Foi numa aula de Ciências da Natureza, por volta de 1986, e lembro-me perfeitamente do professor. Tinha cerca de 40 anos, um metro e noventa e muitos, muito pouco cabelo, apenas uma amostra de cada lado da cabeça, acima das orelhas. Tinha um ar bondoso e ingénuo, acentuado pelo hábito de andar de costas curvadas - talvez para amenizar o efeito da sua altura. Era magro e tinha óculos graduados de armação grossa e escura. Lembro-me bem do professor, e sempre que penso nele, lembro-me também do cartaz com o desenho de um homem, com os órgãos internos em destaque e ao lado figura semelhante representando a anatomia de uma mulher. Havia ainda outro cartaz com a representação de uma nave espacial mais ou menos triangular com duas antenas (ou asas) de cada lado - depois o professor disse que a nave espacial afinal era o aparelho reprodutor feminino. E, neste caso sem hipótese de confusão, uma pilinha, mas em grande, e com canais e outras coisas visíveis numa transparência em camadas.

O professor deve ter perguntado se havia dúvidas, como era hábito depois de explicar algo numa aula. E eu não tinha. Tinha deixado de ter, e imagino que a boca e os olhos, muito abertos e atónitos, provavelmente denunciavam quão recente era a minha descoberta. Uma frase ecoava na minha cabeça, "afinal é mesmo assim". Não era, de forma alguma, a primeira vez que eu tinha ouvido falar de enfiar pilinhas em pipis, de introduzir pénis em vaginas ou, como era comum escutar no recreio, enterrar caralhos em conas. Muitas anedotas, "piropos", más-línguas se referiam a esta prática tão estranha. Mas eu pensava que dizer "se te apanho a jeito enterro-te o caralho nessa cona" era uma espécie de ameaça de um castigo, como quem dissesse, "se te apanho, bato na tua cabeça com um ferro". Na minha cabeça de miúdo que não dizia mas ouvia muitas asneiras, todo o vernáculo à volta dos genitais tinha ou uma função escatológica - dava jeito para enfatizar o discurso anedótico - ou era veículo para se manifestar agressividade ou uma forma de difamar determinada rapariga. Lembro-me perfeitamente de um colega, num dia de chuva, chegar à entrada do pavilhão onde ficava a sala da aula seguinte. Vinha a segurar um guarda-chuva e de braço dado à N., a minha paixão da altura. Ela deve-lhe ter contado que eu a tinha pedido em namoro e que ela recusou. Esse meu colega, com o seu habitual ar trocista e autoritário de miúdo mais velho dois anos, virou-se para mim, com a atitude de quem vai contar uma anedota em que o interlocutor é também o protagonista. "Sabes onde estive com a N.? Estive nas escadas do prédio. E sabes o que lhe estive a fazer? Estive a enterrar", e fez um gesto com o braço, de punho fechado, para a frente e para trás. "Sabes o que é enterrar?". Não é que eu fosse um perito, mas percebi que ele estava a falar de enfiar a pilinha dele no pipi dela, quer dizer, a enterrar o caralho na cona.

Depois da aula, voltei a pensar neste episódio. Voltei a pensar que não poderia competir com um rapaz mais velho e sabido como ele. Se ela tinha mais um ano que eu e ele mais um ano que ela, era só fazer as contas. Pensei também na atitude dela, enquanto ele se dirigia a mim. Ela não encorajou a minha humilhação de rejeitado e desajeitado, mas, por outro lado, também não se mostrou humilhada. E ao rever rostos e frases na minha recordação, concluí "pois, afinal ele não me queria dizer que tinha feito uma coisa má à N., provavelmente ela gostou".

Uma parte da minha iniciação sexual (a parte de saber o essencial da teoria) deu-se por via do vernáculo. Foi a linguagem dos meus colegas, obscena e sôfrega, violenta e galhofeira, que me baptizou. E o professor de Ciências da Natureza confirmou-me, no crisma do conhecimento de como as pilinhas e os pipis afinal foram feitos uns para os outros.

Legislação sobre a homossexualidade no mundo

0 comentários
Este é o wiki em português e este o wiki em Inglês. A informação é a mesma, mas organizada de maneira diferente. No wiki em inglês, além de um mapa do mundo com cores assinalando as diferenças na legislação, existem tabelas por continente, que ajudam a ter uma noção do panorama mundial. No wiki em português, há listas com as penas aplicadas nos países em que a homossexualidade é considerada crime, que nos mostram que há três países em que é aplicada a pena de morte, cinco países em que a pena pode ser de prisão ou pena de morte e várias dezenas em que está prevista pena de prisão.

Lista de "idades de consentimento" por país

0 comentários
Esta lista, contém a "idade de consentimento", em diferentes países.

Outro vídeo sobre o ponto G

0 comentários

Este é sobre a auto-estimulação

Foi bom para ti?

4 comentários
Algo que contamina o usofruto do sexo, numa relação, é a obssessão pela performance. Ao contrário dos outros animais, nós avaliamos e somos avaliados pelo que se faz durante o coito. Os outros animais são avaliados pela performance durante os rituais de acasalamento. Depois a cópula em si serve apenas para formalizar, concretizando, a inseminação. Geralmente, são os machos que têm de actuar para as fêmeas, em danças e outras formas de demonstrar aptidão, saúde e bons genes. Nós também temos alguns rituais, também temos corte, também temos machos a exibir os seus dotes e vantagens sobres os demais. Mas, ao contrário dos outros animais, com os humanos a parte mais importante vem depois de se ser escolhido.

Durante muito tempo - quase toda a história da humanidade - os machos humanos não tiveram de se preocupar muito com a performance. No coito, não era suposto as mulheres terem prazer. O sexo servia para permitir a procriação e para a satisfação dos homens. Uma mulher que demonstrasse ter prazer ou sequer gostar de sexo - e o contexto em que falo é o das sociedades ocidentais, nos últimos séculos -, arriscava-se a ser considerada depravada, indecente, o que poderia trazer consequências sociais graves. Isto não mudou completamente, havendo ainda a mentalidade "o que tu queres sei eu", que atribui às mulheres uma suposta tendência (mal) disfarçada para a depravação, sendo que a depravação é tão só gostar de sexo. De qualquer forma, nas últimas décadas, o prazer feminino foi um dos eixos de um empowerment importante, que resgatou para o quotidiano os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. 

Desde os anos 80 do século XX que as revistas femininas ocupam muitas das suas páginas com temas relacionados com o prazer sexual das mulheres. É possível ler sobre todo o tipo de dicas sobre masturbação, orgasmo, orgasmos múltiplos, fantasias, massagens, técnicas para o sexo oral, localização e estimulação do ponto G e um sem número de assuntos no contexto do usofruto da vida sexual. Toda esta literuatura serviu para encararmos o sexo com naturalidade, emancipando-o da mera função reprodutiva, estabelecendo que homens e mulheres têm a mesma legitimidade para desejar e procurar o prazer. Parece inesgotável a procura de literatura sobre sexo. Na última meia dúzia de anos, foram publicados inúmeros livros com a palavra Kama Sutra no título, e vários se tornaram best sellers. E nos últimos dois, três anos, o número de blogues portugueses em que o tema central é o sexo cresceu exponencialmente. O sexUtopia surgiu nesta altura, precisamente. Nunca se falou e escreveu tanto sobre sexo. Todos já ouvimos falar e lemos sobre orgasmos múltiplos, sobre sexo tântrico, sobre todo o tipo de proezas e habilidades, já vimos ilustrações e descrições sobre as mais variadas posições sexuais.

Este contexto, de hipertrofiado interesse e enfoque no sexo, permite que a informação seja abundante e acessível. Mas isso, ao mesmo tempo que nos ajuda a estarmos mais informados e a termos mais opções, parece criar uma pressão enorme sobre a nossa performance. Queremos igualar os campeões dos orgasmos múltiplos, os artesãos do ponto G, os ginastas do Kama Sutra, os habilidosos do sexo oral, os ousados, os que são "bons na cama". E mesmo que não nos empenhemos muito no sexo, mesmo que não seja uma das nossas prioridades, mesmo se o nosso parceiro também pensa assim, há sempre o medo dos potenciais adversários, que, sabe-se lá, serão muito mais imaginativos e sedutores e mágicos e inesquecíveis do que nós. 

E depois há o lado de quem recebe. O nosso parceiro esforça-se, empenha-se, compra os livros e estuda os desenhos e absorve tudo o que ouve dos programas de televisão e das conversas de amigos e, em seguida, põe em prática. E é precisamente a inovação com que nos presenteia que nos aborrece ou desagrada. Ou é o acto que lhe parece dar mais prazer a ele que nos deixa mais desconfortável. Como dizer-lhe o que realmente pensamos quando nos pergunta se foi bom? Não o queremos magoar, porque sabemos como ficaríamos magoados se ele nos dissesse a nós, "olha, não foi nada bom, não gostei daquela coisa que fizeste". O fantasma de uma má performance, o espectro negativo do medo de sermos "maus na cama", é tão forte como o medo de ser impotente ou de ter um pénis pequeno - mais forte e difícil de combater, diria mesmo, porque é algo que depende de nós, o que não acontece com o tamanho pénis, por exemplo. 

Vamos lá relaxar um pouco, sim? O sexo é algo de intrinsecamente agradável. E estarmos com alguém de que gostamos, nus, é manifestamente bom. Deveríamos permitir-nos ser, pelo menos de vez em quando, maus na cama, chatos, previsíveis, cansados, passivos, indispostos, trapalhões, incompetentes. As coisas vão-se aperfeiçoando. E não importa atingir mínimos olímpicos ou recordes do guiness. Importa aproveitar o tempo a sós com a pessoa amada, descontraidamente, com alegria e gratidão. Há tempo para falhar. Tempo para experimentar e para descobrir. E mesmo as conversas sobre o que se faz na cama, os diálogos que afinam e fortalecem as sincronias e cumplicidades, mesmo essas conversas são uma fonte de prazer. Vamos lá relaxar e usufruir do tempo e dos corpos uns dos outros, deixando a mente e as suas complicações para segundo plano. Da pele ao coração, não é preciso passar pelo cérebro (isto é o que se chama ser cientificamente incorrecto, o politicamente incorrecto já está fora de moda).

Nota: o contexto do que escrevi é o de relações mais ou menos estáveis; o sexo ocasional tem outras perspectivas, porque não se repete nem dá azo a que os dois parceiros se conheçam e sintonizem o entendimento. 

"Tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

7 comentários
Para mim, a sexualidade nunca foi um pormenor entre outros, numa relação amorosa. Como se se pudesse dividir a relação em vários elementos: partilha de tarefas e responsabilidades, projectos em comum e projectos pessoais, emotividade, parceria, vida familiar e filhos e, entre todos os outros, mais um detalhe, a sexualidade. Eu sempre a vivi como o conjunto de tudo o que compõe uma relação amorosa. O carinho, a troca de experiências, o conforto, a paixão, a sedução, o amor, o apoio às ideias e projectos de cada um, o caminho em comum, o desejo, tudo isto, na minha forma de viver, tem um espaço comum, uma linguagem, que é a sexualidade. Na primeira visão das coisas, parece-me que se reduz a sexualidade aos actos sexuais, como se o coito, à noite, antes de dormir, fosse a única forma de concretizar a sexualidade de um casal. E, nesse sentido, é apenas um dos elementos da relação e nem por sombras o mais importante. Na minha maneira de ver as coisas, uma conversa confidente, um beijo de bons dias, um orgasmo, a resolução de uma discussão, a sedução e os mimos, a reprodução, a animalidade, lidar-se com o ciúme, um abraço durante o banho, cuidar-se do parceiro quando este adoece, todos estes aspectos de uma vida em comum, de um relacionamento amoroso, são sexualidade, ou pelo menos, eu vivo-os tendencialmente dessa forma. Eu digo que uma relação é uma relação amorosa e outra é uma relação de amizade porque vejo essa diferença fundamental: numa relação amorosa, a sexualidade é a base de tudo, numa relação de amizade continuo a ser um ser sexuado, é verdade, mas não é a sexualidade que alicerça a relação, é algo próximo do amor fraterno. Quando ouço, no contexto de uma conversa sobre relacionamentos amorosos, "o sexo não é tudo", fico confuso e perplexo. Mesmo agora, que a repetição vai esboroando o efeito de surpresa, espanto-me com a afirmação e o conceito que a sustenta. Para mim, habitualmente, "tudo é sexo". Mesmo que os actos ententidos como sexuais passem por periodos de escassa frequência. Na minha sensibilidade e visão das coisas, se não existe sexualidade, não existe relação amorosa. Isto, obviamente, é o que funciona comigo, é o que me define e faz feliz. Cada um é livre para se estabelecer perante o mundo, os conceitos e as emoções da forma que o fizer mais feliz. De qualquer forma estou curioso, se tivessem de escolher a afirmação que mais se aproxima da (vossa) verdade, o que escolheriam, "tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

Cibersexo

0 comentários
Teledildonics, segundo a Wikipedia, são sex toys (soa-me mal a tradução para brinquedos sexuais) que podem ser controlados por computador. A ideia é permitir interacção sexual entre duas pessoas que não estão na presença uma da outra. Dildos, fatos e sensores ligados ao corpo de cada um, transmitem sensações e movimentos provocados pelo parceiro. No Gizmodo, há um artigo interessante sobre o assunto. No YouTube encontrei um vídeo de uma apresentação sobre os teledildonics numa convenção do Second Life. A Violet Blue tem no seu site um texto sobre estes aparelhos. No Fleshbot, há bastante material sobre os teledildonics.

Bob, da Lelo

4 comentários
No último fim-de-semana, entrei numa sex-shop em Lisboa com uma amiga. Além de shows de strip a que se podia assistir em cabines, havia a habitual parafernália de dildos, vibradores e outros acessórios. A maior parte dos sex toys disponíveis eram dildos cor de pele, imitando pénis. A minha amiga achou que não havia nada de interessante à vista. De facto, aqueles dildos tinham um aspecto muito pouco convidativo, que as embalagens apenas realçavam. O aspecto de plástico reles não inspirava confiança nem tinha o mínimo apelo erótico.

Ontem recebi, da Lelo, o plug masculino Bob, de cor bordeaux. Assim que abri a caixa, tornou-se evidente que estava perante algo de muito diferente dos acessórios que encontrei naquela sex-shop. A embalagem tem a cor do plug, bordeaux escuro, e manifesta um enorme bom gosto. Se a embalagem exterior é elegante e discreta, a caixa em que o Bob é fornecido é de irrepreensível elegância. Uma caixa preta, a fazer lembrar as caixas das jóias de luxo. O cuidado com a embalagem, o design simples e apelativo, sugeriam desde logo que este acessório é uma excelente escolha como prenda para uma pessoa especial. Mas ao abrir a embalagem e, mais tarde, experimentar, percebi que não são só as linhas cuidadas que fazem do Bob um brinquedo interessante. 

O material de que é feito o plug é surpreendentemente macio. Além disso não tem o toque frio do plástico. O Bob é feito de silicone sem phtalates, o que o torna seguro e adequado aos jogos eróticos. Alguma flexibilidade faz com que se torne bastante confortável e fácil de usar. Devo salientar como é macio e acetinado o toque: assim que segurei e toquei neste plug, quis experimentá-lo. Dentro da embalagem vem um pequeno manual de instruções, com dicas e sugestões sobre o uso do plug, bem como a garantia de um ano. Há ainda uma pequena bolsa de cetim para transporte. Tendo as informações necessárias e a curiosidade aguçada, decidi experimentá-lo.

Este tipo de acessórios devem ser lavados antes e depois de ser usados. Nada de limpar com toalhetes ou qualquer papel ou material que tenha acetona, álcool ou outro material que possa danificar a superfíce do plug. Apenas água e sabonete (de preferência anti-bacteriano) é suficiente, e depois a limpeza com uma toalha seca e limpa. Lubrificantes à base de silicone também são desaconselhados. O KY ou outro lubrificante à base de água são o ideal. O que tenho de momento foi comprado numa farmácia -  e aconselho vivamente a compra numa farmácia, já que os farmacêuticos nos podem aconselhar da melhor forma, além de que os produtos que estão à venda numa farmácia têm uma garantia de qualidade que algumas sex-shops não podem oferecer.


Como qualquer plug, o Bob é mais largo na extremidade e depois mais estreito, fazendo com que fique preso no lugar. O formato deste plug da Lelo é muito apropriado para quem, como eu, não tem grande experiência de uso destes acessórios em si próprio. Não sendo muito largo, apenas 32mm, é fácil de introduzir. A sua curva foi pensada para que a estimulação da próstata seja fácil e confortável. Para obter informações sobre a estimulação da próstata, o "ponto G" masculino, aconselho a leitura deste artigo da AskMen. Antes de se passar à introdução, o ideal é espalhar um pouco de lubrificante na zona do ânus. Esta tarefa pode ser bastante agradável com um(a) parceiro(a). Para relaxar os músculos do esfíncter, aconselho que se brinque com um dedo junto à entrada, e se enfie devagar o dedo, percebendo como se contraem os músculos. Na verdade, relaxar os músculos para permitir a introdução, é bastante fácil. Pode treinar-se com um dedo. Quanto o dedo tiver entrado, basta fazer força, ligeiramente, para fora. Ao fazê-lo, os músculos abrem-se um pouco. Depois de brincar com o dedo, não é necessário ter pressa. Se é a primeira vez, é natural alguma contracção e falta de à-vontade. De qualquer forma, o Bob é estreito o suficiente para que introduzi-lo seja bastante agradável e nada complicado. Antes de se introduzir completamente, podemos espalhar mais lubrificante, espalhar algum sobre o plug e enfiar muito devagar o plug no ânus. Depois de entrar a extremidade e havendo suficiente lubrificação, muito facilmente se passa a parte mais larga, entrando o plug e encaixando suavemente.

A curva foi pensada para estilumar a próstata, por isso é aconselhável que se introduza o plug com a curva para cima, apontando para o estômago. A argola, na extremidade oposta à que é introduzida, permite a manipulação de forma prática e confortável. Ainda não experimentei, de forma muito consistente, a estimualação do ponto G masculino. Mas pude notar como é agradável a masturbação tendo o plug no sítio. As habituais contrações da zona pélvica transmitem sensações muito agradáveis. Enquanto me masturbava, sentia a pressão dos músculos do esfíncter à volta do plug. É possível rodar o Bob, enquanto se estimula directamente o pénis, o que multiplica as sensações de prazer. O formato do Bob é bastante interessante, já que não é totalmente redondo, o que faz com que se sinta de forma bastante evidente e deliciosa o seu volume dentro de nós.

Embora tenha sido produzido a pensar nos homens, nada impede que seja usado pelas mulheres. A sua curvatura sugere que a estimulação do ponto G, numa mulher, será possível e interessante. Além disso, como plug anal, é muito interessante a sua inclusão nos jogos eróticos, podendo ser introduzido no ânus da mulher enquanto esta é penetrada vaginalmente, ou o contrário. Há um cuidado essencial a ter sempre: depois de introduzir o plug no ânus, não deve ser introduzido na vagina antes de ser lavado com água e sabonete anti-bacteriano. Como é um plug, e perfeito para quem se inicia no sexo anal, por ser estreito e confortável, é uma boa maneira de fazer algum "anal training", visto que ajuda a relaxar os músculos que naturalmente se contraem quando não se tem experiência em sexo anal. É uma forma divertida de treinar a sensação de se ser penetrado analmente e de perceber quais os movimentos correctos para ajudar à penetração.

O plug Bob, da Lelo, existe em azul e bordeaux e custa 34 euros, podendo ser adquirido online.

a minha primeira vez

0 comentários
ligaste-me o corpo ao coração - leia-se coração como capital das emoções. e esse curto-circuito essencial tornou-me instável e reactivo o suficiente para esperar da vida o prazer, não só a dor. ofereceste à minha tardia gula a sabedoria dos teus anos de vida. quando me despiste, o meu corpo na delicadeza astuta e precisa das tuas mãos, deixei de desejar coisa que viesse a seguir. toda a minha pele em aliança com o momento presente. a tua boca percorreu e acendeu e lavrou. não cantaste, dessa vez, nem se ouvia música. todos os sons preciosos, assinalando o fogo que crepitava no silêncio. não foi preciso orgasmo que me mostrasse mais do era a nossa generosa nudez, a proximidade das nossas vontades. iniciaste-me, dizendo com o teu corpo: daqui para a frente podes contar com mais um alicerce da felicidade.

sex is music is sex

0 comentários


Lovage - Sex (I'm A)

chuva

1 comentários
tiro-te o vestido e beijo-te o rosto molhado. enquanto a água corre, aquecendo, abraço-te com o meu calor sereno. cinco gotas e vemos a espuma a formar-se. tiro a minha roupa e o que resta de agitação. entramos na água sem falar, o estrépito clamoroso da tempestade martelando o vidro da clarabóia. as duas velas emprestam aos azulejos uma cor de lareira, de recolhimento, de fogo lento. sorris quando dizes, estás tão longe. sentas-te à minha frente, as tuas costas no meu peito, o meu pénis um pouco acima das tuas ancas. abraço-te, beijo-te o pescoço, deixo as mãos abandonadas à geografia do teu corpo. levantas um pouco as ancas para te sentares de novo, encaixada no meu corpo. a água da banheira agita-se, à medida que vamos escalando o prazer, habilmente. a chuva pára por momentos, deixando-nos expostos perante o silêncio, as respirações volumosas, em aceleração. do exterior rebenta um som intenso, quando susténs a respiração de olhos cerrados e mãos apertando as minhas, de dentes cravados no lábio, antes de um pequeno grito no hálito da nossa carne. são pedras de gelo batendo nos vidros, nas telhas, granizo projectado contra a terra, a partir de uma qualquer bizarra indignação dos céus, um resfriado das nuvens, uma brincadeira de crianças ou anjos.

Onde foi o teu primeiro beijo?

0 comentários
No site Where I Had My First Kiss, os visitantes são convidados a localizar no mapa mundo o local onde deram o primeiro beijo, bem como a contar a história dessa primeira vez. Os primeiros beijos vão sendo assinalados no mapa e as histórias ficam à disposição dos visitantes do site. Ideia interessante, a de um mapa de beijos.