sex freak

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Não seremos todos?

aqui fala-se de:

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Wordle: sex-utopia.blogspot.com

Outro vídeo sobre o ponto G

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Este é sobre a auto-estimulação

cinematografias

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vincent gallo & sofia coppola
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SERÁ QUE


JÁ EXISTE


UM PLANO


PARA A


MISÉRIA SEXUAL



www.loesje.org

Foi bom para ti?

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Algo que contamina o usofruto do sexo, numa relação, é a obssessão pela performance. Ao contrário dos outros animais, nós avaliamos e somos avaliados pelo que se faz durante o coito. Os outros animais são avaliados pela performance durante os rituais de acasalamento. Depois a cópula em si serve apenas para formalizar, concretizando, a inseminação. Geralmente, são os machos que têm de actuar para as fêmeas, em danças e outras formas de demonstrar aptidão, saúde e bons genes. Nós também temos alguns rituais, também temos corte, também temos machos a exibir os seus dotes e vantagens sobres os demais. Mas, ao contrário dos outros animais, com os humanos a parte mais importante vem depois de se ser escolhido.

Durante muito tempo - quase toda a história da humanidade - os machos humanos não tiveram de se preocupar muito com a performance. No coito, não era suposto as mulheres terem prazer. O sexo servia para permitir a procriação e para a satisfação dos homens. Uma mulher que demonstrasse ter prazer ou sequer gostar de sexo - e o contexto em que falo é o das sociedades ocidentais, nos últimos séculos -, arriscava-se a ser considerada depravada, indecente, o que poderia trazer consequências sociais graves. Isto não mudou completamente, havendo ainda a mentalidade "o que tu queres sei eu", que atribui às mulheres uma suposta tendência (mal) disfarçada para a depravação, sendo que a depravação é tão só gostar de sexo. De qualquer forma, nas últimas décadas, o prazer feminino foi um dos eixos de um empowerment importante, que resgatou para o quotidiano os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. 

Desde os anos 80 do século XX que as revistas femininas ocupam muitas das suas páginas com temas relacionados com o prazer sexual das mulheres. É possível ler sobre todo o tipo de dicas sobre masturbação, orgasmo, orgasmos múltiplos, fantasias, massagens, técnicas para o sexo oral, localização e estimulação do ponto G e um sem número de assuntos no contexto do usofruto da vida sexual. Toda esta literuatura serviu para encararmos o sexo com naturalidade, emancipando-o da mera função reprodutiva, estabelecendo que homens e mulheres têm a mesma legitimidade para desejar e procurar o prazer. Parece inesgotável a procura de literatura sobre sexo. Na última meia dúzia de anos, foram publicados inúmeros livros com a palavra Kama Sutra no título, e vários se tornaram best sellers. E nos últimos dois, três anos, o número de blogues portugueses em que o tema central é o sexo cresceu exponencialmente. O sexUtopia surgiu nesta altura, precisamente. Nunca se falou e escreveu tanto sobre sexo. Todos já ouvimos falar e lemos sobre orgasmos múltiplos, sobre sexo tântrico, sobre todo o tipo de proezas e habilidades, já vimos ilustrações e descrições sobre as mais variadas posições sexuais.

Este contexto, de hipertrofiado interesse e enfoque no sexo, permite que a informação seja abundante e acessível. Mas isso, ao mesmo tempo que nos ajuda a estarmos mais informados e a termos mais opções, parece criar uma pressão enorme sobre a nossa performance. Queremos igualar os campeões dos orgasmos múltiplos, os artesãos do ponto G, os ginastas do Kama Sutra, os habilidosos do sexo oral, os ousados, os que são "bons na cama". E mesmo que não nos empenhemos muito no sexo, mesmo que não seja uma das nossas prioridades, mesmo se o nosso parceiro também pensa assim, há sempre o medo dos potenciais adversários, que, sabe-se lá, serão muito mais imaginativos e sedutores e mágicos e inesquecíveis do que nós. 

E depois há o lado de quem recebe. O nosso parceiro esforça-se, empenha-se, compra os livros e estuda os desenhos e absorve tudo o que ouve dos programas de televisão e das conversas de amigos e, em seguida, põe em prática. E é precisamente a inovação com que nos presenteia que nos aborrece ou desagrada. Ou é o acto que lhe parece dar mais prazer a ele que nos deixa mais desconfortável. Como dizer-lhe o que realmente pensamos quando nos pergunta se foi bom? Não o queremos magoar, porque sabemos como ficaríamos magoados se ele nos dissesse a nós, "olha, não foi nada bom, não gostei daquela coisa que fizeste". O fantasma de uma má performance, o espectro negativo do medo de sermos "maus na cama", é tão forte como o medo de ser impotente ou de ter um pénis pequeno - mais forte e difícil de combater, diria mesmo, porque é algo que depende de nós, o que não acontece com o tamanho pénis, por exemplo. 

Vamos lá relaxar um pouco, sim? O sexo é algo de intrinsecamente agradável. E estarmos com alguém de que gostamos, nus, é manifestamente bom. Deveríamos permitir-nos ser, pelo menos de vez em quando, maus na cama, chatos, previsíveis, cansados, passivos, indispostos, trapalhões, incompetentes. As coisas vão-se aperfeiçoando. E não importa atingir mínimos olímpicos ou recordes do guiness. Importa aproveitar o tempo a sós com a pessoa amada, descontraidamente, com alegria e gratidão. Há tempo para falhar. Tempo para experimentar e para descobrir. E mesmo as conversas sobre o que se faz na cama, os diálogos que afinam e fortalecem as sincronias e cumplicidades, mesmo essas conversas são uma fonte de prazer. Vamos lá relaxar e usufruir do tempo e dos corpos uns dos outros, deixando a mente e as suas complicações para segundo plano. Da pele ao coração, não é preciso passar pelo cérebro (isto é o que se chama ser cientificamente incorrecto, o politicamente incorrecto já está fora de moda).

Nota: o contexto do que escrevi é o de relações mais ou menos estáveis; o sexo ocasional tem outras perspectivas, porque não se repete nem dá azo a que os dois parceiros se conheçam e sintonizem o entendimento. 

O mundo dos sentidos

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Nestes dias, tem-me mais sentido que nunca a teoria da minha amada amiga Concha, de que as pessoas nos estamos a converter em seres individualistas que se movem sempre por interesse e nunca por sentimento. 


O mundo dos sentidos.

A intuição, por exemplo; ainda hoje se fala da intuição feminina como se for algo que depende da menstruação. Aquilo que nos leva a querer acercarmos ou separarmos de outra pessoa ou situação sem motivo aparente, aquilo que nos condiciona na hora de relacionar-nos; esse sentido tão profundo que não escutamos nunca porque com o passo dos anos, sabemos que se formam estratos na corteza que separam cada vez mais o núcleo da superfície. Hora bem, quando não há nenhum interes em aprofundar, a intuição é algo que incomoda um bocado, mas não magoa.

O desejo; ainda que este sentimento não fique debaluado nunca por as suas conotações carnais do tipo, luxuria, gula ou avaricia. Certo que sofreu uma mutação passando de ser algo natural, e pleno, a ser uma depravação. Desejar desata um sentimento de culpa que provoca falta de comunicação entre as pessoas e fomenta a censura do mesmo. Ao final, acabamos masturbando as nossas mentes ao mesmo tempo que os nossos corpos. 

O amor; que grande o amor!. O mais popular, mas, que sabemos do amor?. Não podemos falar de amor num momento no que os indivíduos se amam tanto a si mesmos ( Concordo em que esse é o amor mais grande mas também o que mais nos cega ), que não som capazes de percebe-lo noutras pessoas. O certo é que hoje, todos estamos tão preocupados por o que se passa arredor de nos, que não queremos ver o que mora dentro para não permitir que a intuição tome o controlo, nos abra as portas do desejo de experimentar, e descubramos que se pode dar e receber amor sem esperar nada mais do que isso. 

Si somos quem de falar dos sentimentos com tanta retórica, porque não deixar-nos guiar por eles? 

Assombra-me a capacidade que tem o meu gato de perceber que necessito de afecto, assombra-me que sinta desejo por dar e receber de mim, assombra-me que me ame mesmo sendo ele gato e eu ente mecânico.


Obrigada pequena, por recordar-me que não quero ser mecânico.

Belém de Andrade ( Ourense, Galiza )

Resultados da sondagem sobre a frequência da masturbação

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+ que 1 vez por dia
  2 (22%)
 
uma vez por dia
  2 (22%)
 
2 ou 3 vezes por semana
  2 (22%)
 
uma vez por semana
  1 (11%)
 
2 ou 3 vezes por mês
  2 (22%)
 
uma vez por mês
  0 (0%)
não o faço há + de 2 meses
  0 (0%)
não o faço há + de 6 meses
  0 (0%)
não o faço há alguns anos
  0 (0%)
nunca me masturbei
  0 (0%)


Votos apurados: 9 
Sondagem fechada

"Tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

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Para mim, a sexualidade nunca foi um pormenor entre outros, numa relação amorosa. Como se se pudesse dividir a relação em vários elementos: partilha de tarefas e responsabilidades, projectos em comum e projectos pessoais, emotividade, parceria, vida familiar e filhos e, entre todos os outros, mais um detalhe, a sexualidade. Eu sempre a vivi como o conjunto de tudo o que compõe uma relação amorosa. O carinho, a troca de experiências, o conforto, a paixão, a sedução, o amor, o apoio às ideias e projectos de cada um, o caminho em comum, o desejo, tudo isto, na minha forma de viver, tem um espaço comum, uma linguagem, que é a sexualidade. Na primeira visão das coisas, parece-me que se reduz a sexualidade aos actos sexuais, como se o coito, à noite, antes de dormir, fosse a única forma de concretizar a sexualidade de um casal. E, nesse sentido, é apenas um dos elementos da relação e nem por sombras o mais importante. Na minha maneira de ver as coisas, uma conversa confidente, um beijo de bons dias, um orgasmo, a resolução de uma discussão, a sedução e os mimos, a reprodução, a animalidade, lidar-se com o ciúme, um abraço durante o banho, cuidar-se do parceiro quando este adoece, todos estes aspectos de uma vida em comum, de um relacionamento amoroso, são sexualidade, ou pelo menos, eu vivo-os tendencialmente dessa forma. Eu digo que uma relação é uma relação amorosa e outra é uma relação de amizade porque vejo essa diferença fundamental: numa relação amorosa, a sexualidade é a base de tudo, numa relação de amizade continuo a ser um ser sexuado, é verdade, mas não é a sexualidade que alicerça a relação, é algo próximo do amor fraterno. Quando ouço, no contexto de uma conversa sobre relacionamentos amorosos, "o sexo não é tudo", fico confuso e perplexo. Mesmo agora, que a repetição vai esboroando o efeito de surpresa, espanto-me com a afirmação e o conceito que a sustenta. Para mim, habitualmente, "tudo é sexo". Mesmo que os actos ententidos como sexuais passem por periodos de escassa frequência. Na minha sensibilidade e visão das coisas, se não existe sexualidade, não existe relação amorosa. Isto, obviamente, é o que funciona comigo, é o que me define e faz feliz. Cada um é livre para se estabelecer perante o mundo, os conceitos e as emoções da forma que o fizer mais feliz. De qualquer forma estou curioso, se tivessem de escolher a afirmação que mais se aproxima da (vossa) verdade, o que escolheriam, "tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

toca a participar!

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hand job