sex freak

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Não seremos todos?

aqui fala-se de:

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Wordle: sex-utopia.blogspot.com

Outro vídeo sobre o ponto G

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Este é sobre a auto-estimulação

cinematografias

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vincent gallo & sofia coppola
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SERÁ QUE


JÁ EXISTE


UM PLANO


PARA A


MISÉRIA SEXUAL



www.loesje.org

Foi bom para ti?

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Algo que contamina o usofruto do sexo, numa relação, é a obssessão pela performance. Ao contrário dos outros animais, nós avaliamos e somos avaliados pelo que se faz durante o coito. Os outros animais são avaliados pela performance durante os rituais de acasalamento. Depois a cópula em si serve apenas para formalizar, concretizando, a inseminação. Geralmente, são os machos que têm de actuar para as fêmeas, em danças e outras formas de demonstrar aptidão, saúde e bons genes. Nós também temos alguns rituais, também temos corte, também temos machos a exibir os seus dotes e vantagens sobres os demais. Mas, ao contrário dos outros animais, com os humanos a parte mais importante vem depois de se ser escolhido.

Durante muito tempo - quase toda a história da humanidade - os machos humanos não tiveram de se preocupar muito com a performance. No coito, não era suposto as mulheres terem prazer. O sexo servia para permitir a procriação e para a satisfação dos homens. Uma mulher que demonstrasse ter prazer ou sequer gostar de sexo - e o contexto em que falo é o das sociedades ocidentais, nos últimos séculos -, arriscava-se a ser considerada depravada, indecente, o que poderia trazer consequências sociais graves. Isto não mudou completamente, havendo ainda a mentalidade "o que tu queres sei eu", que atribui às mulheres uma suposta tendência (mal) disfarçada para a depravação, sendo que a depravação é tão só gostar de sexo. De qualquer forma, nas últimas décadas, o prazer feminino foi um dos eixos de um empowerment importante, que resgatou para o quotidiano os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. 

Desde os anos 80 do século XX que as revistas femininas ocupam muitas das suas páginas com temas relacionados com o prazer sexual das mulheres. É possível ler sobre todo o tipo de dicas sobre masturbação, orgasmo, orgasmos múltiplos, fantasias, massagens, técnicas para o sexo oral, localização e estimulação do ponto G e um sem número de assuntos no contexto do usofruto da vida sexual. Toda esta literuatura serviu para encararmos o sexo com naturalidade, emancipando-o da mera função reprodutiva, estabelecendo que homens e mulheres têm a mesma legitimidade para desejar e procurar o prazer. Parece inesgotável a procura de literatura sobre sexo. Na última meia dúzia de anos, foram publicados inúmeros livros com a palavra Kama Sutra no título, e vários se tornaram best sellers. E nos últimos dois, três anos, o número de blogues portugueses em que o tema central é o sexo cresceu exponencialmente. O sexUtopia surgiu nesta altura, precisamente. Nunca se falou e escreveu tanto sobre sexo. Todos já ouvimos falar e lemos sobre orgasmos múltiplos, sobre sexo tântrico, sobre todo o tipo de proezas e habilidades, já vimos ilustrações e descrições sobre as mais variadas posições sexuais.

Este contexto, de hipertrofiado interesse e enfoque no sexo, permite que a informação seja abundante e acessível. Mas isso, ao mesmo tempo que nos ajuda a estarmos mais informados e a termos mais opções, parece criar uma pressão enorme sobre a nossa performance. Queremos igualar os campeões dos orgasmos múltiplos, os artesãos do ponto G, os ginastas do Kama Sutra, os habilidosos do sexo oral, os ousados, os que são "bons na cama". E mesmo que não nos empenhemos muito no sexo, mesmo que não seja uma das nossas prioridades, mesmo se o nosso parceiro também pensa assim, há sempre o medo dos potenciais adversários, que, sabe-se lá, serão muito mais imaginativos e sedutores e mágicos e inesquecíveis do que nós. 

E depois há o lado de quem recebe. O nosso parceiro esforça-se, empenha-se, compra os livros e estuda os desenhos e absorve tudo o que ouve dos programas de televisão e das conversas de amigos e, em seguida, põe em prática. E é precisamente a inovação com que nos presenteia que nos aborrece ou desagrada. Ou é o acto que lhe parece dar mais prazer a ele que nos deixa mais desconfortável. Como dizer-lhe o que realmente pensamos quando nos pergunta se foi bom? Não o queremos magoar, porque sabemos como ficaríamos magoados se ele nos dissesse a nós, "olha, não foi nada bom, não gostei daquela coisa que fizeste". O fantasma de uma má performance, o espectro negativo do medo de sermos "maus na cama", é tão forte como o medo de ser impotente ou de ter um pénis pequeno - mais forte e difícil de combater, diria mesmo, porque é algo que depende de nós, o que não acontece com o tamanho pénis, por exemplo. 

Vamos lá relaxar um pouco, sim? O sexo é algo de intrinsecamente agradável. E estarmos com alguém de que gostamos, nus, é manifestamente bom. Deveríamos permitir-nos ser, pelo menos de vez em quando, maus na cama, chatos, previsíveis, cansados, passivos, indispostos, trapalhões, incompetentes. As coisas vão-se aperfeiçoando. E não importa atingir mínimos olímpicos ou recordes do guiness. Importa aproveitar o tempo a sós com a pessoa amada, descontraidamente, com alegria e gratidão. Há tempo para falhar. Tempo para experimentar e para descobrir. E mesmo as conversas sobre o que se faz na cama, os diálogos que afinam e fortalecem as sincronias e cumplicidades, mesmo essas conversas são uma fonte de prazer. Vamos lá relaxar e usufruir do tempo e dos corpos uns dos outros, deixando a mente e as suas complicações para segundo plano. Da pele ao coração, não é preciso passar pelo cérebro (isto é o que se chama ser cientificamente incorrecto, o politicamente incorrecto já está fora de moda).

Nota: o contexto do que escrevi é o de relações mais ou menos estáveis; o sexo ocasional tem outras perspectivas, porque não se repete nem dá azo a que os dois parceiros se conheçam e sintonizem o entendimento. 

O mundo dos sentidos

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Nestes dias, tem-me mais sentido que nunca a teoria da minha amada amiga Concha, de que as pessoas nos estamos a converter em seres individualistas que se movem sempre por interesse e nunca por sentimento. 


O mundo dos sentidos.

A intuição, por exemplo; ainda hoje se fala da intuição feminina como se for algo que depende da menstruação. Aquilo que nos leva a querer acercarmos ou separarmos de outra pessoa ou situação sem motivo aparente, aquilo que nos condiciona na hora de relacionar-nos; esse sentido tão profundo que não escutamos nunca porque com o passo dos anos, sabemos que se formam estratos na corteza que separam cada vez mais o núcleo da superfície. Hora bem, quando não há nenhum interes em aprofundar, a intuição é algo que incomoda um bocado, mas não magoa.

O desejo; ainda que este sentimento não fique debaluado nunca por as suas conotações carnais do tipo, luxuria, gula ou avaricia. Certo que sofreu uma mutação passando de ser algo natural, e pleno, a ser uma depravação. Desejar desata um sentimento de culpa que provoca falta de comunicação entre as pessoas e fomenta a censura do mesmo. Ao final, acabamos masturbando as nossas mentes ao mesmo tempo que os nossos corpos. 

O amor; que grande o amor!. O mais popular, mas, que sabemos do amor?. Não podemos falar de amor num momento no que os indivíduos se amam tanto a si mesmos ( Concordo em que esse é o amor mais grande mas também o que mais nos cega ), que não som capazes de percebe-lo noutras pessoas. O certo é que hoje, todos estamos tão preocupados por o que se passa arredor de nos, que não queremos ver o que mora dentro para não permitir que a intuição tome o controlo, nos abra as portas do desejo de experimentar, e descubramos que se pode dar e receber amor sem esperar nada mais do que isso. 

Si somos quem de falar dos sentimentos com tanta retórica, porque não deixar-nos guiar por eles? 

Assombra-me a capacidade que tem o meu gato de perceber que necessito de afecto, assombra-me que sinta desejo por dar e receber de mim, assombra-me que me ame mesmo sendo ele gato e eu ente mecânico.


Obrigada pequena, por recordar-me que não quero ser mecânico.

Belém de Andrade ( Ourense, Galiza )

Resultados da sondagem sobre a frequência da masturbação

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+ que 1 vez por dia
  2 (22%)
 
uma vez por dia
  2 (22%)
 
2 ou 3 vezes por semana
  2 (22%)
 
uma vez por semana
  1 (11%)
 
2 ou 3 vezes por mês
  2 (22%)
 
uma vez por mês
  0 (0%)
não o faço há + de 2 meses
  0 (0%)
não o faço há + de 6 meses
  0 (0%)
não o faço há alguns anos
  0 (0%)
nunca me masturbei
  0 (0%)


Votos apurados: 9 
Sondagem fechada

"Tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

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Para mim, a sexualidade nunca foi um pormenor entre outros, numa relação amorosa. Como se se pudesse dividir a relação em vários elementos: partilha de tarefas e responsabilidades, projectos em comum e projectos pessoais, emotividade, parceria, vida familiar e filhos e, entre todos os outros, mais um detalhe, a sexualidade. Eu sempre a vivi como o conjunto de tudo o que compõe uma relação amorosa. O carinho, a troca de experiências, o conforto, a paixão, a sedução, o amor, o apoio às ideias e projectos de cada um, o caminho em comum, o desejo, tudo isto, na minha forma de viver, tem um espaço comum, uma linguagem, que é a sexualidade. Na primeira visão das coisas, parece-me que se reduz a sexualidade aos actos sexuais, como se o coito, à noite, antes de dormir, fosse a única forma de concretizar a sexualidade de um casal. E, nesse sentido, é apenas um dos elementos da relação e nem por sombras o mais importante. Na minha maneira de ver as coisas, uma conversa confidente, um beijo de bons dias, um orgasmo, a resolução de uma discussão, a sedução e os mimos, a reprodução, a animalidade, lidar-se com o ciúme, um abraço durante o banho, cuidar-se do parceiro quando este adoece, todos estes aspectos de uma vida em comum, de um relacionamento amoroso, são sexualidade, ou pelo menos, eu vivo-os tendencialmente dessa forma. Eu digo que uma relação é uma relação amorosa e outra é uma relação de amizade porque vejo essa diferença fundamental: numa relação amorosa, a sexualidade é a base de tudo, numa relação de amizade continuo a ser um ser sexuado, é verdade, mas não é a sexualidade que alicerça a relação, é algo próximo do amor fraterno. Quando ouço, no contexto de uma conversa sobre relacionamentos amorosos, "o sexo não é tudo", fico confuso e perplexo. Mesmo agora, que a repetição vai esboroando o efeito de surpresa, espanto-me com a afirmação e o conceito que a sustenta. Para mim, habitualmente, "tudo é sexo". Mesmo que os actos ententidos como sexuais passem por periodos de escassa frequência. Na minha sensibilidade e visão das coisas, se não existe sexualidade, não existe relação amorosa. Isto, obviamente, é o que funciona comigo, é o que me define e faz feliz. Cada um é livre para se estabelecer perante o mundo, os conceitos e as emoções da forma que o fizer mais feliz. De qualquer forma estou curioso, se tivessem de escolher a afirmação que mais se aproxima da (vossa) verdade, o que escolheriam, "tudo é sexo" ou "o sexo não é tudo"?

toca a participar!

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hand job

Cibersexo

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Teledildonics, segundo a Wikipedia, são sex toys (soa-me mal a tradução para brinquedos sexuais) que podem ser controlados por computador. A ideia é permitir interacção sexual entre duas pessoas que não estão na presença uma da outra. Dildos, fatos e sensores ligados ao corpo de cada um, transmitem sensações e movimentos provocados pelo parceiro. No Gizmodo, há um artigo interessante sobre o assunto. No YouTube encontrei um vídeo de uma apresentação sobre os teledildonics numa convenção do Second Life. A Violet Blue tem no seu site um texto sobre estes aparelhos. No Fleshbot, há bastante material sobre os teledildonics.

a minha amiga Gigi Lelo

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Ela veio ter comigo por um feliz acaso. Não que eu não a tivesse desejado e escolhido, mas ao sugerir um presente, estava longe de imaginar que viesse a ser o meu presente.

Ela não poupa na forma como se apresenta e causa realmente boa impressão, mas o mais importante é a eficácia. Uma textura muito suave reveste-lhe o corpo duro. Vários modos de vibração, de intensidade regulável. O primeiro, sempre vibrante e três modos intermitentes, cada um mais rápido que o outro e o modo ondulante, que vai crescendo de intensidade até ao máximo e volta ao início. Não é difícil conseguir a cadência pretendida, mas seria ainda mais fácil se os controlos fossem um pouco mais salientes, para poder comandar apenas com o tacto.

As suas curvas arredondadas fazem dela uma excelente massagista para todo o corpo. Apesar da marca a classificar como produto da linha feminina, não vejo razão para que ela não possa ser amiga de um homem, já que o seu design permite facilmente estimular a próstata. Sobre o ponto G, o estímulo é preciso, ajustável ao milímetro. A superfície plana da ponta faz realmente a diferença.

Poder combiná-la com companhia humana e/ou outros brinquedos. Colocar a cabeça vibrante no clítoris expectante ou à entrada do ânus ávido de prazer enquanto acontece a penetração. É também muito boa na dupla penetração, contagiando ambos os corpos com a sua vibração. Combiná-la com criatividade e imaginação.

Poder demorar-me. Com ela, não há urgência a não ser que eu queira. A cómoda bateria recarregável permite descontrair e saborear a vibração contagiante até ela adormecer cá dentro.

É mais pequena do que eu tinha imaginado, mas não precisa de ser maior, adapta-se perfeitamente à anatomia do corpo, e mantém-se no sítio sem ajuda das mãos, mesmo com os músculos contraídos, permitindo uma vasta liberdade de movimentos ao encontro do prazer.

Muito simpática esta Gigi, entusiasmante. Diria mesmo apaixonante…

Vadias

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O crepúsculo do ilícito


Tu, de tetas escorridas,
Com toda a tua calma,
A tua roupa interior manchada de nódoas, os teus
Braços caídos.
E esses teus dedos saciados pendendo
Da palma das mãos.

Os teus joelhos um para cada lado
São como duas esferas pesadas;
As rodelas sobre os teus olhos parecem
Vagens de lágrimas;
Presas às tuas orelhas,
Duas enormes argolas de ouro, horríveis.

O teu cabelo sem vida, espalmado numa trança
À volta da cabeça.
Os teus lábios, alongados por palavras sábias
Mas nunca ditas.

E na vida que vives, já o esgar
Dos mortos.

Vêem-te sentada ao sol,
Adormecida;
Lembrando a suave graça que costumavas ter
E não conservaste,
Lamentam como em ti estão sepultados
Os altares da luxúria. (…)

Enquanto as outras definham na virtude,
Tu foste vida.

Ver-te-emos a olhar o sol
Por mais alguns anos,
Tendo sobre os olhos rodelas que parecem
Vagens de lágrimas;
E duas enormes argolas de ouro, horríveis,
Presas às orelhas.

Djuna Barnes, in O Livro das Mulheres Repulsivas, ed. &ETC, 2007



Djuna Barnes (1892 - 1982) nasceu em 1892, em Cornwall-on-Hudson, Nova Iorque. Desde cedo, começou a publicar artigos de imprensa, com um cunho muito pessoal e totalmente alheios à chapa do convencional. Haveria de escrever para a Vanity Fair, a Charm e The New Yorker. Foi, aliás, na qualidade de jornalista, que – depois de ter passado por Nova Iorque – rumou a Paris, mesmo a tempo da tempestade modernista. Regressada à América, levaria uma vida de reclusão voluntária, no seu exíguo apartamento de Greenwich Village. Viria a morrer em 1982. Na sua obra avultam não só a poesia, mas também o teatro e a ficção, na qual merece destaque o romance Nightwood (que Eliot prefaciou), de 1936.



Foi, todavia, ainda em Nova Iorque que, em 1915, D.B. publicou o opúsculo que a & etc agora apresenta sob o título O Livro das Mulheres Repulsivas e traduzidos por Fernanda Borges. Trata-se de um breve conjunto de oito poemas acompanhados de cinco desenhos. São retratos de mulheres – a primeira das quais é a mãe da poeta –, marcados por uma dolorosa e sensual carnalidade, que avulta, conturbada, nos versos de Djuna Barnes – «Vemos os teus braços humedecerem/ Ao calor da paixão;/ Vemos a tua blusa húmida/ A palpitar ao ritmo/ Dos corações ardentes que ressumam aos teus pés.» (p.27) Há um sensualismo desassossegado, nestes versos: não pára no louvor, antes se afunda na queda anunciada, várias vezes encenada e exorcizada – «Cai trôpega na rima,/ Resvalando do ponto da virtude/ Para o do crime// Agora tem os lábios murchos como antes foram vivazes/ Na juventude» (p.43).



A escrita de The Book of Repulsive Women cruza os ambientes e cambiantes finisseculares com a sensibilidade moderna que animava o universo criativo da autora e cujo vendaval avassalaria o mundo artístico de então. Nos seus poemas cruzam-se os motivos típicos do decadentismo fin de siècle – «Com as pernas quase estranguladas/ Nas tuas rendas, continuarias/ Nas bocas do mundo até à loucura/ Gravada no teu rosto.» (p.25) – crivado já por um espírito do tempo que desmancha esses rodízios – «Agora ela caminha com seu andar bamboleante/ Ao lado do lixo da rua,/ Enrola-se sob um lençol sujo/ Algures na cidade.» (p.35) Parece-me que essa saída, esse percurso porta fora, que o poema leva a cabo, de certa forma – se calhar demasiado simbolicamente; se calhar, sou eu a ver mal –, marca um passo em direcção à modernidade. Lorca deambulou por Nova Iorque, com os seus poemas (cf. O Poeta em Nova Iorque); Eliot flanou pelas ruas da cidade (cf. Pruffrock), descendente hipercivilizado, sobrecarregado, de Baudelaire, que iniciara o passeio convulso. E assim fazem os que, hoje, não entendem que não podem ser já assim, os que continuam, em vão, a passeata, já derreadas as solas poéticas e os olhares enviesados dos poemazinhos.

(Hugo Santos, respigado do blog Rascunho)

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Djuna Barnes

Sessão de poesia. Por Nuno Meireles e Júlio Gomes

Domingo, dia 14 de Dezembro, 18h

Gato Vadio, rua do rosário 281 Porto

(mail de divulgação d0 Gato Vadio)

Resultados da sondagem sobre a frequência do sexo

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+ do que 1 vez por dia
  0 (0%)
todos os dias
  0 (0%)
2 a 3 vezes por semana
  9 (64%)
 
1 vez por semana
  0 (0%)
2 a 3 vezes por mês
  1 (7%)
 
1 vez por mês
  0 (0%)
ocasionalmente
  3 (21%)
 
não faço há + de 6 meses
  0 (0%)
não faço há + de 1 ano
  0 (0%)
não faço há + de 2 anos
  0 (0%)
não faço há + de 5 anos
  0 (0%)
nunca fiz
  1 (7%)
 


Votos apurados: 14 
Sondagem fechada 

dança ma mi

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dança solo, dança em dupla, dança em grupo, dança folclórica, dança histórica, dança cerimonial, dança étnica, dança erótica, dança cénica, dança social, dança religiosa, dança ritual.



. ..!

Bob, da Lelo

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No último fim-de-semana, entrei numa sex-shop em Lisboa com uma amiga. Além de shows de strip a que se podia assistir em cabines, havia a habitual parafernália de dildos, vibradores e outros acessórios. A maior parte dos sex toys disponíveis eram dildos cor de pele, imitando pénis. A minha amiga achou que não havia nada de interessante à vista. De facto, aqueles dildos tinham um aspecto muito pouco convidativo, que as embalagens apenas realçavam. O aspecto de plástico reles não inspirava confiança nem tinha o mínimo apelo erótico.

Ontem recebi, da Lelo, o plug masculino Bob, de cor bordeaux. Assim que abri a caixa, tornou-se evidente que estava perante algo de muito diferente dos acessórios que encontrei naquela sex-shop. A embalagem tem a cor do plug, bordeaux escuro, e manifesta um enorme bom gosto. Se a embalagem exterior é elegante e discreta, a caixa em que o Bob é fornecido é de irrepreensível elegância. Uma caixa preta, a fazer lembrar as caixas das jóias de luxo. O cuidado com a embalagem, o design simples e apelativo, sugeriam desde logo que este acessório é uma excelente escolha como prenda para uma pessoa especial. Mas ao abrir a embalagem e, mais tarde, experimentar, percebi que não são só as linhas cuidadas que fazem do Bob um brinquedo interessante. 

O material de que é feito o plug é surpreendentemente macio. Além disso não tem o toque frio do plástico. O Bob é feito de silicone sem phtalates, o que o torna seguro e adequado aos jogos eróticos. Alguma flexibilidade faz com que se torne bastante confortável e fácil de usar. Devo salientar como é macio e acetinado o toque: assim que segurei e toquei neste plug, quis experimentá-lo. Dentro da embalagem vem um pequeno manual de instruções, com dicas e sugestões sobre o uso do plug, bem como a garantia de um ano. Há ainda uma pequena bolsa de cetim para transporte. Tendo as informações necessárias e a curiosidade aguçada, decidi experimentá-lo.

Este tipo de acessórios devem ser lavados antes e depois de ser usados. Nada de limpar com toalhetes ou qualquer papel ou material que tenha acetona, álcool ou outro material que possa danificar a superfíce do plug. Apenas água e sabonete (de preferência anti-bacteriano) é suficiente, e depois a limpeza com uma toalha seca e limpa. Lubrificantes à base de silicone também são desaconselhados. O KY ou outro lubrificante à base de água são o ideal. O que tenho de momento foi comprado numa farmácia -  e aconselho vivamente a compra numa farmácia, já que os farmacêuticos nos podem aconselhar da melhor forma, além de que os produtos que estão à venda numa farmácia têm uma garantia de qualidade que algumas sex-shops não podem oferecer.


Como qualquer plug, o Bob é mais largo na extremidade e depois mais estreito, fazendo com que fique preso no lugar. O formato deste plug da Lelo é muito apropriado para quem, como eu, não tem grande experiência de uso destes acessórios em si próprio. Não sendo muito largo, apenas 32mm, é fácil de introduzir. A sua curva foi pensada para que a estimulação da próstata seja fácil e confortável. Para obter informações sobre a estimulação da próstata, o "ponto G" masculino, aconselho a leitura deste artigo da AskMen. Antes de se passar à introdução, o ideal é espalhar um pouco de lubrificante na zona do ânus. Esta tarefa pode ser bastante agradável com um(a) parceiro(a). Para relaxar os músculos do esfíncter, aconselho que se brinque com um dedo junto à entrada, e se enfie devagar o dedo, percebendo como se contraem os músculos. Na verdade, relaxar os músculos para permitir a introdução, é bastante fácil. Pode treinar-se com um dedo. Quanto o dedo tiver entrado, basta fazer força, ligeiramente, para fora. Ao fazê-lo, os músculos abrem-se um pouco. Depois de brincar com o dedo, não é necessário ter pressa. Se é a primeira vez, é natural alguma contracção e falta de à-vontade. De qualquer forma, o Bob é estreito o suficiente para que introduzi-lo seja bastante agradável e nada complicado. Antes de se introduzir completamente, podemos espalhar mais lubrificante, espalhar algum sobre o plug e enfiar muito devagar o plug no ânus. Depois de entrar a extremidade e havendo suficiente lubrificação, muito facilmente se passa a parte mais larga, entrando o plug e encaixando suavemente.

A curva foi pensada para estilumar a próstata, por isso é aconselhável que se introduza o plug com a curva para cima, apontando para o estômago. A argola, na extremidade oposta à que é introduzida, permite a manipulação de forma prática e confortável. Ainda não experimentei, de forma muito consistente, a estimualação do ponto G masculino. Mas pude notar como é agradável a masturbação tendo o plug no sítio. As habituais contrações da zona pélvica transmitem sensações muito agradáveis. Enquanto me masturbava, sentia a pressão dos músculos do esfíncter à volta do plug. É possível rodar o Bob, enquanto se estimula directamente o pénis, o que multiplica as sensações de prazer. O formato do Bob é bastante interessante, já que não é totalmente redondo, o que faz com que se sinta de forma bastante evidente e deliciosa o seu volume dentro de nós.

Embora tenha sido produzido a pensar nos homens, nada impede que seja usado pelas mulheres. A sua curvatura sugere que a estimulação do ponto G, numa mulher, será possível e interessante. Além disso, como plug anal, é muito interessante a sua inclusão nos jogos eróticos, podendo ser introduzido no ânus da mulher enquanto esta é penetrada vaginalmente, ou o contrário. Há um cuidado essencial a ter sempre: depois de introduzir o plug no ânus, não deve ser introduzido na vagina antes de ser lavado com água e sabonete anti-bacteriano. Como é um plug, e perfeito para quem se inicia no sexo anal, por ser estreito e confortável, é uma boa maneira de fazer algum "anal training", visto que ajuda a relaxar os músculos que naturalmente se contraem quando não se tem experiência em sexo anal. É uma forma divertida de treinar a sensação de se ser penetrado analmente e de perceber quais os movimentos correctos para ajudar à penetração.

O plug Bob, da Lelo, existe em azul e bordeaux e custa 34 euros, podendo ser adquirido online.

pequenas mortes e renascimentos

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Beautiful Agony is dedicated to the beauty of human orgasm. This may be the most erotic thing you have ever seen, yet the only nudity it contains is from the neck up. That's where people are truly naked.

a minha primeira vez

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ligaste-me o corpo ao coração - leia-se coração como capital das emoções. e esse curto-circuito essencial tornou-me instável e reactivo o suficiente para esperar da vida o prazer, não só a dor. ofereceste à minha tardia gula a sabedoria dos teus anos de vida. quando me despiste, o meu corpo na delicadeza astuta e precisa das tuas mãos, deixei de desejar coisa que viesse a seguir. toda a minha pele em aliança com o momento presente. a tua boca percorreu e acendeu e lavrou. não cantaste, dessa vez, nem se ouvia música. todos os sons preciosos, assinalando o fogo que crepitava no silêncio. não foi preciso orgasmo que me mostrasse mais do era a nossa generosa nudez, a proximidade das nossas vontades. iniciaste-me, dizendo com o teu corpo: daqui para a frente podes contar com mais um alicerce da felicidade.

sex is music is sex

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Lovage - Sex (I'm A)